No universo das séries

Um texto sobre Ritinha – a Sereia –

novembro 20, 2020

 


“Já descobri. A mãe d’água é você. Me enfeitiçou. Então agora me leva.”

 

A novela a Força do Querer, estreou três anos atrás e me apaixonei por ela, principalmente pela personagem principal, a Sereia, interpretada pela Isis Valverde. Durante a pandemia ela retornou as telas então, não poderia perder a oportunidade de postar esse texto.

Eu poderia fazer um texto para cada personagem, todos são fantásticos, procurem observar além do pé da letra de cada um, inclusive, o sentido geral da novela, que ganhou meu coração todinho! 


Esse texto não é só porque eu amo sereias e sou apaixonada por elas. Mas, sim porque ouço muitas pessoas dizerem por aí que a personagem Rita, é problemática, abitolada da cabeça, ou qualquer coisa do tipo. Confesso que achei o mesmo no início, por ela ser tão inconsequente. Mas, mudei totalmente o pensamento e esse texto vai para quem AINDA não se deu conta, ou continua julgando-a sem perceber o real motivo da trama toda, que inclusive, é fantástica!

Primeiro de tudo: Ela retrata literalmente uma sereia. Não por pegar uma cauda de mentira e colocar para nadar. Ela é, simplesmente.

Sereia é um ser, uma figura do mar. E, portanto, seres não se prendem a coisas como os humanos, coisas materiais. A casamentos, crenças, preconceitos, certo ou errado. Tudo é puro. Assim como um golfinho, ou qualquer outro animal aquático ou terrestre, eles fazem apenas o que tem vontade e acham certo fazer.

Ritinha, não se prende ao amor. Não se prende a papeis assinados, não julgou a personagem Ivana que é Trans, mesmo ela vindo de uma cidade pequena, onde não tem tanta informação como na cidade grande e onde coisas desse tipo, não são tão comuns. Ela não entende como pegaram a guarda de seu filho, sendo que ela deu a luz. Não compreende como coisas matérias dominam tudo. Nos traz o questionamento de como nos prendemos a coisas tão pequenas, detalhes tão banais e problematizamos tantas coisas fúteis.

 

Ela ama a si mesma e além de tudo por ser: Sereia, isca, indução a morte.

Como assim?! Sim. Ela não é mocinha, nem vilã. É egoísta e encantadora. Contraditório, não?

Mas é o que sereias são, certo? Note que a sereia é apaixonada pelos dois atores principais, mas gosta mais de si. Ela não escolhe. Como se, sentasse em uma pedra, cantasse, enquanto os dois se matam por ela. Se afogam. Indução a morte. Viram?

Como água, ela foge de ambos, desliza pelos dedos e faz o que tem vontade, quando tem vontade.  E isso é o que mais atrai neles. Essa independência que ninguém pode parar. Além do que, ela une Ruy e Zeca pela profecia, citada no início da novela. O que por si só já daria outro texto, porque também é incrível o desenrolar e o contexto de tudo.


Enfim, ela não é humana. Não trai a si mesma, suas verdades e faz tudo para defender a si própria de qualquer ameaça.

Simplesmente é, sereia.

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