A beleza e as redes sociais

by - março 04, 2020


Oie, lunáticos!
Hoje começa o primeiro episódio de uma série de temas atuais que trarei para vocês, que gosto muito de discutir e ler sobre. Eu não sou absoluta sobre esses assuntos, porém, quero trazer coisas que gosto para vocês refletirem, comentarem e mostrarem também seus pontos de vista sobre, como uma conversa entre amigos.
Mesmo sendo temas atuais, eu acho que ainda estamos em uma luta diária e cega muitas vezes, principalmente, no tema de hoje.
Bom, o episódio de hoje é sobre a beleza feminina e as redes sociais.


O que mais vemos por aí, são youtubers, blogueiras, ou digitais influêncers em várias plataformas, fazendo tutoriais de maquiagens, com muitas maquiagens em penteadeiras que ascendem ou, postando fotos de suas viagens de biquinis e seus corpos “perfeitos”, sem marcas, depiladas, sem barriga, cabelo ao vento, olho claro...
A cultura online da beleza está afetando, muita gente, negativamente e principalmente, no instagram.















Sinto que a cada dia, a cada toque no celular, temos mais recursos e opções, mas, ainda assim, estamos nos encurralando.  Eu aprendo uma maquiagem, mas não tenho aquela sombra, aquela cor. Que é cara. E cada vídeo, é uma marca, um produto diferente, o que também nos leva ao consumismo (outro assunto que trarei depois). Há pesquisas que apontam que existe mais interação nas postagens das digitais influencers, do que nas páginas das próprias marcas.
Passamos horas no celular, nos comparando a outras pessoas. Com filtros, alterações de imagem e mesmo que não aja, as pessoas só estão nos mostrando, na maior parte das vezes, o que deu certo, o que está bonito, porque, não é só o físico que nos faz comparar, mas também, almejar ter a vida delas.
As maquiagens são caras, os produtos de skin care são caros, academia pesa no orçamento, viagens paradisíacas são caras, implantes são caros, depilações a laser são caras, etc, para nós, pessoas que reais que trabalhamos muitas horas por dia e estudamos, sendo que, essas pessoas, se dedicam apenas as outras coisas citadas, e tendo muito dinheiro para todas essas coisas.


O ponto positivo sobre tudo isso, é que vemos muita gente se libertando de estereótipos, vemos blogueiras com muitas espinhas, gordas, negras, homens se libertando e se maquiando também e tendo atenção, se sobressaindo exatamente por não seguirem um padrão e ajudando outras mulheres, que são como elas e reais.
Existe amizade, formação de família, mas, ainda assim, tenho a impressão que a grande maioria, ainda se diminui, escrolando a tela de seu celular, ansiando por padrões impossíveis, transformando-se em obsessão, inclusive fazendo dietas malucas e tomando remédios sem prescrição. Deixando de viver, para ficar no celular.

Além de causar toda uma auto-estima baixa em muitas mulheres que não tem o corpo, cabelo, pele, que julgam ser o perfeito, materializa na cabeça de muita gente, de que a mulher necessita de tudo isso, de toda essa maquiagem, de se vestir com looks bonitos, de comprar coisas caras.

Meu namorado simplesmente acorda, toma banho, se veste e sai para o trabalho, enquanto eu passo horas arrumando meu cabelo, fazendo uma maquiagem, combinando a roupa. Em que momento coloquei na minha cabeça, que deveria ser assim? Por que não faço a mesma coisa, ou por qual motivo parece errado se eu fizer? Por que eu me sinto menos atraente se eu não fizer as sobrancelhas, não fazer as unhas? Não estar com as pernas depiladas?
Por que beleza, aparência e delicadeza é o que mais define a mulher, ao invés de inteligência ou caráter?!

É uma coisa muito externa. A beleza está sendo usada para julgar os outros.
Devemos focar no que temos a oferecer, além do visual. Sinto que estamos em um ciclo e não sei aonde podemos parar, se não tivermos o controle da situação e nossa saúde mental.

Então, vou pedir para que comentem ou me mandem o que vêem além do espelho. Não uma lista com os defeitos que enxerga, que as pessoas nem estão notando enquanto você luta para esconder.
Descreva suas qualidades, sem ser algo externo e mostre para o mundo.
aqui vai a minha lista, do que eu sou, além da minha aparência, e pelo que quero ser julgada:

E é somente isso, que realmente importa.
Vamos inverter o que a sociedade impõe na nossa mente, desde que nascemos. 

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